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Ahh… o Outono!

Tardes outonais
sob a sombra do arvoredo
balanços na rede.

Cyro Mascarenhas
Publicado no Recanto das Letras em 24/03/2011

 
 

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Para a Geometria Analítica…

Isso:


Não passa de “a distância entre o ponto P e a reta s”, ou |Ps|.

 

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Assim vive o torcedor atleticano…

Dezembro de 2009:

“Cara, esse ano foi um lixo. Um ano pra ser esquecido. Mas ano que vem, com o Vanderlei Luxemburgo no comando, vamos formar um timaço e ganhar tudo o que disputarmos!”

Dezembro de 2010:

“Cara, esse ano foi um lixo. Um ano pra ser esquecido. Mas ano que vem, com o Dorival Junior no comando, vamos formar um timaço e ganhar tudo o que disputarmos!”

Dezembro de 2011:

“Cara, esse ano foi um lixo. Um ano pra ser esquecido. Mas ano que vem, com o ___(escreva aqui o nome de algum treinador)___ no comando, vamos formar um timaço e ganhar tudo o que disputarmos!”

 
 

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Puro devaneio

Ontem soube que Frank Zappa pensou em fazer as malas, se aposentar e se mudar para o Caribe depois que Bob Dylan lançou Like a Rolling Stone, em 1965. Zappa dizia que “depois de ‘Like a Rolling Stone’, nada mais havia para ser feito no mundo da música. Dylan havia feito tudo numa única composição“.

Me pus a pensar se dez anos antes, em 1955, Drummond não teria pensado em fazer o mesmo quando da publicação de Morte e Vida Severina por João Cabral.

Mas que sorte o Zappa não ter ido pro Caribe.

Mais sorte ainda foi o Drummond. Devaneio do meu pensar.

 

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Os dentes, por Dom Quixote de La Mancha

Essa eu li lá no Livros e Afins:

Eis que, no capítulo XVIII do livro I de O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha, depois de uma malfadada aventura do assim conhecido Cavaleiro da Triste Figura, em que ele perde alguns dentes após levar uma surra, encontramos o seguinte diálogo:

— (…) vê bem quantos queixais me faltam deste lado direito no queixo de cima; ali é que me dói.

Meteu Sancho os dedos, e, estando a apalpar, lhe disse:

— Quantos queixais costumava Vossa Mercê ter deste lado?

— Quatro — respondeu D. Quixote — afora a presa; todos inteiros e muito sãos.

— Olhe Vossa Mercê bem o que diz, senhor — respondeu Sancho.

— Digo quatro, se não eram cinco — respondeu D. Quixote — porque em toda a minha vida nunca me tiraram dente da boca, nem me caiu nenhum, nem me apodreceu.

— Pois nesta parte de baixo — tornou Sancho — não tem Vossa Mercê senão dois queixais e meio; e da parte de cima nem meio, nem nenhum; está tudo raso como a palma da mão.

— Desventurado de mim! — disse D. Quixote, ouvindo as tristes novas que o seu escudeiro lhe dava — antes quisera que me tivessem deitado abaixo um braço (uma vez que não fosse o da espada); porque te digo, Sancho, que boca sem queixais é como moinho sem mós; e muito mais se há-de estimar um dente, que um diamante. (…)

 
 

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Breve relato de um usuário Ubuntu inexperiente

Desde o dia 12 sou oficialmente um usuário Ubuntu, registrado sob o número 32477 – registre-se também! Até então a única experiência que tive com o linux foi com o Big Linux, uma distribuição nacional baseada nesse mesmo Ubuntu que ora lhes apresento. A interface era outra, o eficiente KDE, e as facilidades, poucas se comparado com o que o Ubuntu 10.10 traz hoje para o usuário que quer simplesmente um sistema que funcione bem com o mínimo de intervenção, que quer clicar e instalar, que quer plugar e usar, que quer conectar e navegar. Simples assim. Bom, para tudo isso já existe uma alternativa: Ubuntu.

 

Clica que amplia! Créditos da imagem: http://andregondim.eti.br/

Instalando.
A única dificuldade que tive ao instalar o Ubuntu foi com o particionamento padrão do HD das máquinas Dell. Li em alguns fóruns, inclusive no oficial da comunidade, que era um risco desfazer essas partições, sob pena de ter seu sistema todo formatado sem aviso prévio. Mas como Goethe já dizia: “sem o risco a vida não vale a pena“, então mesmo com essas restrições, rodei o live cd e parti pra instalação, que é muito tranquila e intuitiva. Recomendo esse tutorial do Hamacker’s Palace, que foi importantíssimo para o sucesso da operação.

 

Clica que amplia!

Pós instalação.
O Ubuntu reconheceu absolutamente tudo no meu Dell Inspiron 1525: placas, monitor, mousepad, barra multimídia, tudo mesmo, o que é um alívio pra quem não quer perder tempo com pormenores. A familiarização com Gnome, interface padrão do sistema, se deu sem traumas. Primeiro é necessário conhecer a forma eficiente com que os programas são apresentados no menu principal, os locais aonde são armazenados arquivos e dados, e os aplicativos para personalização e configuração de tarefas no Ubuntu. Tudo ali, fácil, explícito na barra superior. Nessa mesma barra temos o ícone de opções de desligamento (nunca mais terá que entrar no menu Iniciar para fechar o programa😉. Recomendo uma navegada geral pelo sistema a fim de se familiarizar com o ambiente, tudo sem traumas e frustrações, eu garanto.

 

Clica que amplia!

Usando o Ubuntu
Durante a instalação, eu conectei o cabo de internet no notebook, pois ele não reconheceu minha rede wireless, mas na primeira utilização pós-instalação ele já buscou o sinal, pediu a senha do roteador e voialá! Internet sem fio de alta velocidade! Aliás, tudo no Ubuntu é de alta velocidade. Os programas e pastas abrem em fração de segundos. Lógico que esse desempenho vai depender da sua máquina, mas de uma maneira geral, pra quem está habituado ao Windows, de fato tudo parece mais rápido no Linux.

 

Clica que amplia!

Algo que merece destaque, na minha opinião o fator principal do sistema que mais facilitará a vida do “usuário comum”, é o Central de Programas do Ubuntu. Instalar programas nunca foi tão fácil (agora sim, mais fácil que no Windows). Com uma interface gráfica agradável e ricamente ilustrada, no Central de Programas do Ubuntu você pode pesquisar, instalar e desinstalar programas em poucos clicks. Se você não encontrar os programas que quer nos repositórios, basta buscá-los na internet. Pra quem usa o Firefox, temos duas opções de download, desde que sejam pacotes *.deb: 1) você pode baixá-los e com duplo click o programa já abre na Central de Programas, que apresenta uma breve descrição do produto e a opção de instalá-lo; 2) ou você nem precisa baixar os pacotes, basta marcar a opção “Abrir com a Central de pacotes (aplicativo padrão)” na caixa de downloads do Firefox e deixar que o Ubuntu faça o resto. Fantástico!

 

Clica que amplia!

Conclusão
Absolutamente tudo é muito fácil de ser feito. Até o mais novato terá uma experiência excelente com o Ubuntu. Embora entusiasta do Software livre, especialmente do BrOffice.org e GIMP, eu nunca tinha tido uma experiência tão boa com o linux quanto eu tive agora. Vale muito a pena instalá-lo na máquina, tranquilamente, sabendo que podemos contar com a ajuda de vários usuários entusiastas que estão sempre às ordens para ajudar, seja em listas de discussão, seja no fórum oficial, ajuda essa que em muitos casos supera até mesmo o suporte oficial de empresas de tecnologia. Tudo isso sem falar no visual super agradável e bem feito do Ubuntu, definitivamente inovador e atraente, muito embora alguns raros patéticos insistem em dizer que o software livre carece de bons designers…

Pra quem ainda não viu, abaixo uma propaganda da IBM fomentando o Linux. Na verdade, hoje, usando o Ubuntu, sinto-me como se fosse eu esse garotinho loiro com sede de sabedoria…

Obrigado, Ubuntu.

 
 

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Torcedor de manchete

Já havia escrito um outro texto no ano passado expondo minha decepção com a campanha do Galo no Campeonato Brasileiro 2009 e minha esperança com um time forte pra 2010, sobretudo com o – até então – incontestável comando do Vanderlei Luxemburgo. Bom, estamos no início de Outubro, a poucas rodadas do final do campeonato, o Galo em 17º na tabela, e as coisas de mal a pior.

Refletindo sobre os tempos idos – nunca esquecidos –  quando eu era um torcedor assíduo, até os dias de hoje, cheguei numa triste conclusão sobre minha evolução como torcedor do Atlético Mineiro. Essa evolução se deu em três etapas distintas:

1) Torcedor assíduo. Eu ia ao mineirão duas vezes por semana, com chuva ou sol, na arquibancada ou na geral, lancando mão do meu privilégio de pagar meia entrada, lá estava eu na maior alegria;

2) Torcedor de radinho. Aquele torcedor que até sabe tudo do time, mas que só acompanha os jogos ou pela TV ou pelo rádio. Em geral esse tipo de torcedor é o mais chato de todos;

3) Torcedor de manchete. Essa é a fase em que me encontro atualmente. Minha informação sobre o clube se resume às notícias que recebo do site Terra Esportes via Google Reader. Duas a três notícias diárias, das quais leio o título e o pequeno resumo de quatro ou cinco linhas é mais que o suficiente para me inteirar com satisfação do assunto. Se a notícia é boa, basta clicar no título para lê-la completa direto no portal do Terra – coisa que eu não faço há muito tempo.

Clica que amplia

Nessas três etapas tão distintas entre si, um único fato em comum: nunca vi o Galo ganhar nada importante! E o que é pior, estou prestes a vê-lo cair pela segunda vez para a segunda divisão! Não há coração que aguente…

Pelo andar da carruagem, não enchergo horizontes pra minha fase atual como torcedor de manchete que sou, ao menos sei se existe outro tipo que eu possa vir a me tornar.
O que eu sei é que, como torcedor, estou no fundo do poço. E nesse poço tem porão.

 
 

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